Conheço-lhes bem demais
Para fingir que não sei,
Devo dizer ademais
o que, decerto ouvirei.
A cartilha do drama
haverei de seguir.
Pois bastava uma dama
Para este mundo ruir.
Mas além do que se vê
Está o que se sente.
Mais profundo que você
Onde está o diferente?
Sob um manto que reluz
Todo sentimento vai
No papel que lhe propus
Abater-nos sem um "ai"
Em dezembro me acabo
E na chegada à barca
Diz-me então um diabo
que ao subir terei a marca.
E se o anjo não desdiz
Me pergunto por que fiz
Oh! escolha em desalinho
Por que não ser sozinho?
Quanto as damas em questão
Não darei opinião.
Duas, pois, eu vos lembro
Hão de marcar dezembro.
Não menos do que elas
Tal a prole deve ser
Os Fidalgos podem ver
Tais faces amarelas
E assim hão de seguir
Dois vão antes, três depois
De adonde vem quantos "pois"?
Foi cantando exatamente assim, em canção de ritmo velho e ultrapassado que foram muitos dos tipos ideais naquela função calendárica a ser cumprida ao final do ano. Mas se não são exatamente as funções inovadoras de dois tradicionais companheiros, qual seria mais a diversão que afligiria de maneira incontestável o pária que ali sofria para acompanhar tantos ao inferno na esperança de se salvarem à Glória?
De maneira mais objetiva, devemos objetivar as duas moças! Além delas, amplos Fidalgos, dois, apresentam-se junto de inocentes cavaleiros, também dois, e um possível surpreendente... Improvável, visto que seria somente um.
Preparativos...